sábado, 12 de setembro de 2009

Leituras.




David Kepesh tem cabelos brancos e mais de sessenta anos, é um eminente crítico cultural da TV e conferencista de grande mérito numa universidade de Nova Iorque, quando conhece Consuela Castillo, uma estudante bem-comportada e de boas maneiras, com vinte e quatro anos e filha de exilados cubanos ricos, que lança imediatamente a vida do professor num tumulto erótico. Desde a revolução cultural dos anos 60, quando deixou a mulher e o filho, Kepesh experimentou viver aquilo a que chama uma “virilidade emancipada”, fora do alcance da família ou de uma parceira. Ao longo dos anos refinou essa exuberante década de protesto e licenciosidade com uma vida ordenada em que é simultaneamente livre no mundo de Eros e estudiosamente dedicado na sua actividade estética. Mas a juventude e a beleza de Consuela, “uma obra-prima de volupté”, transtornam-no por completo e uma enlouquecedora possessividade sexual transporta-o aos abismos do ciúme deformador. A despreocupada aventura erótica evolui ao longo de oito anos para uma história de cruel perda.
Em 1997, Philip Roth ganhou o Prémio Pulitzer com Pastoral Americana. Em 1998 recebeu a Medalha Nacional de Artes da Casa Branca e em 2002 o mais alto galardão da Academia Americana de Artes e Letras, a Medalha de Ouro da Ficção, anteriormente atribuída a John dos Passos, William Faulkner e Saul Bellow, entre outros. Ganhou duas vezes o National Book Award, o PEN/Faulkner Award e o National Book Critics Award. Em 2005, Roth tornou-se o terceiro escritor americano vivo a ter a sua obra publicada numa colecção completa e definitiva pela Library of America. A publicação do último dos oito volumes está prevista para 2013.

Fonte: www.fnac.pt

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